segunda-feira, 23 de abril de 2012

A Silhueta de Hipnos



Não vejo mais seu despertar inaudito
Quando os meus ouvidos suplicavam por um bocejo
Sua silhueta destaca ainda como lamparina á noite
No qual sua luz tem apagado pelo resto do quarto

Ao sentir toda região do torso
Fez acender-me um sutil sorriso
Do horizonte dorsal poderia nascer o mais belo sol
Se pondo depois dos calcanhares

Eu poderia erguer esta pedra para perto do meu peito
Com meus braços entre sua cintura
Mas não correria o risco de roubar-te o sono

E eu jamais me perdoaria
Se te tirasse do sonho que tanto planejei
Eu vou embora e não amanhece.

Meu Universo


Amor que raramente vem à tona.
Vem pra mim como a vinda da maré
Lavando geladamente as feridas dos pés.

Sem nenhuma estrela cravada no dorso
Não, não são quase dois metros
Para mim são milhas ou quilometros.

Emitindo feixes na escuridão
De seus cilios um pouco mais leve
De mãos atadas eu me vejo

Os danos para mim são muitos
Pode não parecer
Mas sofro alguma lesão

E pareço morrer em uma supernova
Quando a tua luz ofusca
Em meus olhos.

Sou enterrado entre as nebuloras
Para mostrar-te depois o meu reaparecimento
A maior prova da tua importancia.

O unirverso te compoe meu amor
Teus ossos são de asteroides
E uma galaxia se perde facilmente dentro do teu peito.

Enrolado em teus braços
Amor, esse ar é assassino.
Gostaria de respirar na terra.